O uso do “jogo da velha” nos conteúdos ainda é motivo de dúvidas para muita gente.

O símbolo azulzinho vai muito mais além do que imaginamos. Ela é uma mecanismo de indexação de conteúdo. Ela permite a identificação de mensagens sobre o tópico específico. Os mais antigos vão entender quando comparamos a utilização das TAGs em textos de blog. A diferença está na rapidez de se encontrar o conteúdo dentro especificamente da rede social

O jogo da velha serve para gerar um hiperlink que leva a uma página com publicações relacionadas ao mesmo tema.

O maior erro dos empresários é utilizar as hashtags que não levam a lugar algum (#aquela #chuva #de #hashtags #semsentidonenhum). Com o passar do tempo, e intimidade com as redes isso tem diminuído. As próprias experiências mostraram que muitos produtores de conteúdo não tiram as vantagens devidas dessa ferramenta em favor de suas produções.

Mas, saber usar é o SEGREDO delas. Bom senso no uso dessa ferramenta é de grande serventia tanto para pessoas físicas quanto para empresas. Mas, para que isso aconteça, é importante entender como elas se dividem.

Principais tipos de hashtags

Ainda que não seja uma nomenclatura oficial, nos meus estudos – cujo foco está geralmente no comportamento aliado ao marketing digital estratégico -, costumo classificar as hashtags em três partes. Ambas as classes podem ser utilizadas de forma estratégica pelo seu negócio se o fator determinante for a coerência:

– Hashtag de conteúdo: são aquelas hashtags mais genéricas para divulgar o trabalho de uma marca. Por exemplo, se você for dono de uma empresa que fabrica camisetas personalizadas, hashtags como #camisetas ou #moda ajudam a expor o seu negócio para um público que ainda não o conhece. São essas hashtags que pessoas físicas utilizam para encontrar algo específico: “#fitness”, por exemplo.

– Trending Hashtags: São as hashtags da moda, que servem para você agregar algo que é discutido no momento. Para as empresas, essa apropriação é uma alternativa eficiente para aumentar a visibilidade da marca. No entanto, cuidado: antes de usar uma dessas hashtags, certifique-se da relevância da sua postagem. Se seu post não agrega valor, ele será ignorado e, até mesmo, poderá ser considerado spam. O contrário também é verdade: post informativo, engraçado ou viral, tende a ser compartilhado por outros usuários e ampliando o alcance da marca.

– Hashtags Originais: como o nome mesmo diz, são aquelas hashtags criadas por você mesmo para seu negócio ou suas ideias. As noivas (e sempre elas), por exemplo, estão utilizando muito sugerir aos convidados que tagueiem as publicações com #casamentofulanoefulana. Qual a moral? Após o evento, ela pode acompanhar sua repercussão. Uma hashtag própria e criativa é importante no mundo dos negócios uma vez que com hashtags genéricas ou populares seus posts podem se perder no meio de centenas outras mensagens. No mundo do marketing de conteúdo, sugere-se o uso de hashtags originais para campanhas específicas (para uma promoção especial) ou então como forma de fortalecer as suas campanhas de marketing regulares (usadas em todos os seus canais digitais, sempre que relevante).

Outro ponto que gera bastante dúvidas quando o assunto é hashtag está na frequência e onde utilizá-las. Em primeiro lugar, aqui é importante ter em vista que o Facebook, por mais que se tente, não é a melhor rede para o uso estratégico das hashtags. Lá nos primórdios, sua efetividade estava diretamente ligada ao Twitter. Hoje, sem dúvidas, esse tagueamento funciona de uma forma excelente no Instagram.

De forma resumida:

Facebook: posts com hashtags apresentam uma pior performance do que sem. O recomendado é não usar.

Twitter: tem a hashtag com sua finalidade primária, indexação. Por isso, tweets que contenham entre 1 e 2 hashtags tendem a apresentar um engajamento 23% do que os demais. O excesso, no entanto, não é recomendado. Estima-se que a partir do uso de 3 hashtags a interação tende a cair 17%.

Instagram: ao contrário das demais redes, não têm o engajamento atrelado a um uso restrito ou nulo de hashtags. Quando aplicadas da forma correta tendem a potencializar resultados nas redes.

Ainda quando o assunto é Instagram, muitas mudanças já ocorreram na rede: menos de cinco hashtags, mais do que cinco, no primeiro comentário, na postagem.

Afinal, o que usar? O consenso nunca é absoluto. O que se sabe de concreto é que você está limitado a 30 hashtags por postagem. Claro, que é aquela velha história bíblica de “tudo eu posso mas nem tudo me convém”: eu posso fazer mil posts de Facebook e Instagram, porém, se eu fizer isso de forma desenfreada perderei credibilidade e seguidores.

Ainda que essa premissa com as hashtags seja bem mais suave, ou seja, desde que haja uma legenda efetiva antes das tags as pessoas costumam não se importar com os excessos. Por isso, é importante levar em conta a métrica do bom senso e postar de forma adequada sem parecer um desesperado por likes (que podem chegar de forma desqualificada).

Encontrei uma tabela bem interessante (e melhor: atual) do blog da Follows.com que aborda essa relação de frequência.

Mais do que gerar uma exaustão sobre o que pode e o que não pode, o que eu recomendo é usar a regrinha básica da coerência: ao invés de gerar uma saturação de tags, que tal escolhê-las de forma inteligente?

Escolhendo suas hashtags de forma inteligente

Já falamos o que são e sua importância, mas, ainda assim é importante frisar que jogá-las de forma aleatória ao fim do seu post não irá aumentar o público de forma inteligente, e muito menos seu engajamento. Por exemplo, usar #nomedasuamarca quando as pessoas não conhecem sua empresa não será muito eficaz. Nesse caso o recomendado é mapear hashtags populares em sua área e avaliar quais melhor se adequam ao conteúdo publicado naquele momento. Lembra-se: suas hashtags devem ser relevantes e conter palavras-chave que as pessoas estejam realmente procurando.

Vários guias por aí indicam tendências de tags mais usadas conforme o conteúdo. Eu aconselho o uso da https://hashtagify.me que de forma bem completa separa as palavras-chave por região, dá outras palavras relacionadas e também influenciadores e tendências para a hashtag (ou palavra) pesquisada.

Para uma mescla eficiente entre hashtags genéricas e hashtags específicas que irão compor o seu mix para cada conteúdo, o indicado é também manter uma planilha de controle onde se registra dados básicos como a frequência de uso e o volume. Com isso fica mais fácil identificar algumas correlações entre tags e engajamento específicos.

O uso correto das hashtags permite que as suas mensagens se tornem visíveis não apenas para seguidores, mas também para qualquer um que compartilhe o seu interesse. Essa é a razão pela qual escolher a hashtag adequada amplia enormemente o alcance das suas mensagens para milhares de potenciais seguidores, fãs ou clientes. Dá trabalho, mas vale à pena!

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LS Comunicação e Marketing

 

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